terça-feira, 8 de abril de 2014

Gabarito extraoficial do CACD 2014


Mais uma vez o Leonardo do blog Sobre Diplomacia saiu na frente, apresentando gabarito extraoficial para várias questões do CACD 2014 - Política Internacional, Direito/DIP e História do Brasil (até o momento). 

A iniciativa é tanto melhor pois ele apresenta discussão sobre cada item de questão com pesquisas e fontes relacionadas. 

Realmente muito bacana ! Vale a pena compartilhar e se possível colaborar com mais dicas e opiniões sobre os assuntos - desde os mais simples até (principalmente) as questões mais polêmicas. 

Confira: gabarito extraoficial do CACD 2014 do Sobre Diplomacia:

Abraços !




segunda-feira, 7 de abril de 2014

5 atitudes para estudar melhor

Matéria veiculada no site da Exame com boas dicas sobre concentração e foco nos estudos. 

Boa leitura !











Perdendo tempo precioso de estudo com distrações ? Veja as dicas para ajustar o foco e tornar as horas em frente aos livros bem mais efetivas

Por Camila Pati 
(em http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/5-atitudes-para-conseguir-estudar-mais-em-menos-tempo)

5 atitudes para conseguir estudar mais em menos tempo

São Paulo – Basta sentar-se à mesa rodeado de apostilas e livros para se dar conta de que a dedicação aos estudos para concursos públicos exige um poder de concentração para lá de afiado.

Na base da falta de foco estão velhos e novos vilões. O som hipnotizante da televisão, o toque repetitivo do celular, redes sociais e aplicativos de mensagens (como o WhatsApp) são alguns deles.
No entanto, vencê-los é apenas questão de (muita) força de vontade. Afinal, basta apertar o botão desligar para ter a certeza de não ser interrompido.
Mas e quando é o pensamento que insiste em voar longe levando o concurseiro a adiar a leitura de uma doutrina do Direito ou a resolução daqueles exercícios “cascudos” de raciocínio lógico?
Se a raiz da distração está fincada dentro da sua cabeça, algumas atitudes antes e durante o período de estudos podem ajudar. Veja o que Juliana Pivotto, sócia diretora da Nova Concursos, sugere para aumentar o poder de concentração e conseguir estudar mais em menos tempo.
Antes
1 Preste atenção ao fluxo de respiração
Sim, investir 2 minutos da sua atenção (apenas) no ritmo da respiração pode ser decisivo para baixar a ansiedade e melhorar a concentração.
“É um exercício simples, que dá para fazer em casa e baixar a adrenalina”, diz Juliana. Experimente alongar o tempo de inspiração e, sobretudo, o de expiração durante estes minutos.
2 Foque em um ponto estático
O esvaziamento da mente é um dos pressupostos da meditação cujo objetivo é conectar o praticante ao momento presente. Seus benefícios para ativar a capacidade de foco são propagados há milhares de anos.
Para se ter uma ideia, na época do julgamento do mensalão, o então ministro do STF, Ayres Britto, contou que 30 minutos diários de meditação bastavam para encarar com serenidade a pressão e a pesada carga de trabalho.
Nunca tentou? Para começar, imagine, por alguns minutos, a chama de uma vela e tente controlar o movimento com a mente. “O desafio é não pensar em mais nada, o que é bem difícil”, diz Juliana.
Durante
3 Vá logo ao limite da sua capacidade mental
Com mais tranquilidade, é hora de partir para os livros e apostilas. Mas não comece pelo caminho mais fácil, ou seja, aquela matéria que você já domina.
Na opinião de Juliana, assuntos complexos forçam a mente a trabalhar mais. “Quanto mais difícil, mais você terá que se concentrar e, assim, seu cérebro permitirá menos brechas para a distração”, recomenda.
4 Faça do estudo um jogo
Criar um esquema de “auto premiação” pode ser o empurrãozinho que faltava para continuar motivado, segundo Juliana.
Venceu um tópico daquela doutrina complicada? Gabaritou a lista de exercícios? Ponto para você.
Estabeleça uma lista metas, e à medida que elas forem cumpridas, dê a si mesmo pequenos “presentes”, como pausas e momentos para estudar sua matéria preferida, por exemplo. 
Depois
5 Anote o que tira a sua concentração
Conhecer o “inimigo” é o primeiro passo para superá-lo. Por isso, Juliana indica também um exercício de autoconhecimento.
A ideia é verificar o que o tira do foco e criar suas próprias estratégias para não se deixar vencer pela distração.

História da Geografia

A Missão Diplomática está somente no começo. Estamos  começando a engatinhar neste desafio e portanto os primeiros posts serão uma introdução a cada tema. 

Mais uma vez não me proponho a esgotar o assunto - mas sim dar um pontapé inicial para a história da Geografia (mais uma vez matéria que nunca tive contato).

E como promessa é dívida, mais uma vez estou aqui prometendo em futuro (bem) próximo postar fichamentos e resumos mais profundos sobre cada assunto, tendo como foco a preparação para a 3a etapa do concurso. 


Como sempre as sugestões e críticas serão bem vindas e nos ajudarão a construir uma base de conhecimento confiável para consultas rápidas e organizadas.


Grande abraço  !



1 Expansão Neocolonial e pensamento geográfico
. Imperialismo Europeu no final do sec. XIX
. Legitimação do saber geográfico
. Luta entre potências por zonas de influências
. Tradição geográfica como inventário de terras e povos
. Pesquisas científicas de Alexander von Humbold (1769/1859)
. Conferência Internacional de Geografia (Rei Leopoldo da Bélgica em 1876) – África a ser conquistada


2 Geografia moderna e a questão nacional na Europa
. Geografia como saber estratégico
. Superação da fragmentação feudal – consolidação dos Estados
. Estudos de Karl Ritter (1779/1859) – relações entre o destino dos povos e o seu ambiente
. Estudos de Friedrich Ratzel (1844/1904) 

. Estudos de Vidal de la Blache (1845/1918) – a ação do homem na modelagem das regiões geográficas

3 Principais correntes metodológicas
. Inicialmente Geografia como disciplina escolar
. Vidal de la Blache – caráter metodológico para a chamada Moderna Geografia
. Influência do Darwinismo reforçou caráter ambientalista da Geografia
. Determinismo: o homem é um produto do meio ambiente
. Possibilismo : o homem é agente ativo e escolhe as melhores possibilidades para sua sobrevivência
. Aproximação da Geografia com as ciências sociais e a Economia
. New Geography: metodologias estatísticas (Geografia pragmática, Quantitativa)
. Geografia Crítica: mais engajada com princípios sociais, menos neutra, surgimento das preocupações com Ecologia

4 Determinismo Ambiental de Ratzel (wikipedia adaptado)

Ratzel foi considerado um determinista geográfico mas ele deixou claro no início do seu livro Antropogeografia ser contra o determinismo simplista. 

Já na Antiguidade procurava-se explicar as diferenças entre os povos com base em raciocínios deterministas acerca das influências naturais sobre a fisiologia humana, sobre o “caráter” de cada povo ou ainda sobre as formas de organização política. 

A ideia popular de que certos grupos nacionais ou regionais seriam preguiçosos devido aos efeitos do clima quente sobre a disposição física das pessoas exemplifica esse tipo de raciocínio, pois expressa uma relação direta de causa e efeito entre clima e comportamento. 

Em Ratzel, porém, a adaptação do homem ao ambiente é entendida sob a ótica da utilização de recursos naturais para a reprodução dos elementos materiais da cultura, o que muda completamente o sentido da interpretação. Esse autor entendia que o ambiente interfere no desenvolvimento de uma sociedade na medida em que pode oferecer melhor ou pior acesso aos recursos, atuando assim como estímulo ou obstáculo ao progresso. As leis que governam a história humana são produtos de um processo dinâmico e permanente de adaptação ao ambiente, e não um resultado direto da ação de fatores naturais, como o clima ou o relevo, sobre os homens .
Com respeito à obra Geografia Política, muito "mais do que uma crítica "possibilista" ao "determinismo" de Ratzel, trata-se de uma perspectiva epistemológica ampla, que defende a não fragmentação da Geografia, nem em termos de valorização de ramos específicos (seja a geografia física, seja a geografia política), nem em termos de ênfase a uma escala prioritária (como a do Estado). 
Esse e outros estudos de Ratzel sobre o tema das relações entre espaço e poder deram origem à geografia política como ramo de estudos da geografia e também da ciência política.

5 Escola Francesa (wikipedia adaptado) e Possibilismo (wikipedia adaptado)


Vidal de la Blache é o fundador da École française de géographie e também fundou, juntamente com Lucien Gallois, a "Annales de Géographie" (1893), da qual la Blache foi editor até sua morte. "Annales de Géographie" se tornaram um influente periódico acadêmico, promovendo o conceito de geografia humana como o estudo do homem e sua relação com o meio ambiente.
Foi influenciado pelas idéias da Geografia Alemã, principalmente por Friedrich Ratzel. Vidal de la Blache produziu um grande número de publicações, tendo escrito 21 livros. Para La Blache, um Estado deve planejar a apropriação de espaço geográfico considerando e conhecendo todas as características naturais e humanas de seu território. 
Defendia que o homem pode interferir, modificar a natureza e vencer os obstáculos impostos pelas condições naturais em determinadas regiões como, por exemplo, uma cordilheira de montanhas, um deserto, um solo pobre, etc. Suas idéias dizem que qualquer Estado soberano possui possibilidades para alcançar um nível de desenvolvimento econômico, social, tecnológico e político a ponto de melhorar satisfatoriamente a vida do seu povo ou da sua nação. Portanto, cabe ao Estado impor seu poder sobre o território.
Ao escrever sobre esses assuntos, La Blache e outros geógrafos franceses criticaram Ratzel por supostamente trabalhar com o determinismo ambiental, isto é, com a tese de que a natureza determinava as condições sociais, econômicas e tecnológicas de um povo. Por afirmar que as relações homem-natureza são historicamente contingentes, e não determinadas de forma causal, e por sustentar que a natureza oferece aos grupos humanos apenas um conjunto de possibilidades de transformação das paisagens, La Blache é considerado o fundador da escola possibilista de geografia.
Possibilismo
école française de géographie, conhecida também como escola "possibilista", acreditava na possibilidade de haver influências recíprocas entre o homem e o meio natural. Ela traz o termo Possibilismo, que foi elaborado pelo historiador Lucien Febvre para diferenciar a geografia francesa dos trabalhos influenciados pelo determinismo ambiental, da escola alemã. Assim, o termo passou a designar uma escola de pensamento geográfico que encara o ambiente natural (muitas vezes referido como Natureza) como um mero fornecedor de possibilidades para a modificação humana, não determinando a evolução das sociedades, sendo o homem o principal agente geográfico. 
Como corolário, o gênero de vida não é uma consequência inevitável das condições ambientais, mas um acervo de técnicas, hábitos e instituições que permitem a um grupo social utilizar os recursos naturais disponíveis. O primeiro a elaborar essa concepção das relações homem-natureza foi Paul Vidal de la Blache, de quem Febvre foi aluno.
Mesmo que admita a influência do meio sobre o homem, a escola possibilista afirma que o homem, como ser racional, é um elemento ativo e, portanto, tem condições de modificar o meio natural e adaptá-lo segundo suas necessidades.

Fontes do DIP

A proposta inicial deste post é apresentar de forma resumida Fontes de Direito Internacional Público. 

Não me proponho a esgotar o assunto - muito longe disso ! - mas sim espero ajudar aqueles que (como eu) nunca tiveram contato com matérias de Direito (em especial de DIP) a ter uma primeira visão resumida sobre o assunto.


Prometo mais a frente postar fichamentos e resumos mais profundos sobre cada assunto, tendo como foco a preparação para a 3a etapa do concurso. 


Como sempre as sugestões e críticas serão bem vindas e nos ajudarão a construir uma base de conhecimento confiável para consultas rápidas e organizadas.


Grande abraço e boa leitura !



1 Fontes do DIP – contexto de contínua mudança

. Mudança contínua gera incerteza e instabilidade
. Teoria das fontes do DIP busca oferecer um mínimo de certeza por intermédio da 
  indicação dos órgãos autorizados a criar normas jurídicas válidas
. Fontes do DIP tratado sob 2 perspectivas:
  a) Escola Positivista 
     - acordo de vontades é fonte por excelência do Direito Internacional
     - se apresenta sob a forma de Tratados (acordo expresso) ou do Costume (acordo tácito)
     - Reconhecimento pelo Estado é seu traço essencial

  b) Escola Objetivista
     - existência de 2 fontes: fontes criadoras e fontes formais
        Fontes Criadoras: integradas por elementos extrajurídicos (opinião pública, consciência coletiva, a noção de justiça, o sentido de interdependência social, entre   outras) – desfruta de maior importância
        Fontes Formais: integradas pelo ponto de vista formal (foco nas fontes formais tal como previstas artigo 38 da Corte Internacional de Justiça – CIJ )  



2 Artigo 38 da Corte Internacional de Justiça

Art. 38 – A Corte, cuja função é decidir conforme o Direito Internacional as controvérsias que lhe sejam submetidas, deverá aplicar:
  a) as convenções internacionais, sejam  gerais ou particulares, que estabeleçam regras expressamente reconhecidas pelos Estados litigantes;
  b) o costume internacional, como prova de prática geralmente aceita de Direito;
  c) os princípios gerais de Direito reconhecidos pelas nações civilizadas
  d) as decisões judiciais e a doutrina dos publicistas de maior competência das distintas nações, como meio auxiliar para determinação das regras de Direito, prejuízo do disposto no art.59


3 Força do Costume no DIP

. A força do costume como fonte do direito revela-se de modo diferente no âmbito interno e no plano internacional
. Nos países de tradição romano-germânica a preponderância da lei escrita reduziu 
  sensivelmente o espaço ocupado pelo costume
. Já nos países anglo-saxões, o costume moldou a vida jurídica – o empirismo inglês
   contribuiu para colocar em evidência a dimensão dos fatos sociais na criação do direito
. Na esfera internacional o papel do costume é muito mais significativo – principalmente 
  pela ausência de centralização de poder
. Durante longo tempo as normas consuetudinárias foram o principal modo de regular o
  comportamento dos governos
. Na atualidade o papel do costume tem sido cada vez mais revalorizado
. Algumas décadas e às vezes alguns anos são suficientes para que o costume se torne
  vinculante
  - exemplo da noção de plataforma continental: apresentada em 1945, converteu-se em 
    prática generalizada até ser expressamente reconhecida em 1958 na Conferência
    Internacional sobre o Direito do Mar
 
  - exemplo do conceito de zona econômica exclusiva: surgida na década de 1970, com o 
    acolhimento quase instantâneo por vários governos atribuiu-lhe status de regra 
    costumeira antes de ser consagrada na convenção da Terceira Conferência sobre o 
    Direito do Mar 
 
4 Situações em que o Costume se torna vinculaste

. o Costume manifesta-se apenas quando 2 elementos estiverem presentes:
  a) elemento material – constituído pela repetição constante e uniforme de
                                      determinados atos durante certo período de tempo

  b) elemento psicológico – convicção de que tais atos correspondem à execução de
                                          uma obrigação jurídica
. a prática de atos isolados não origina qualquer Costume

. o Uso, elemento material do Costume, compreende atos reiterados revelando a marca 
  da uniformidade. Por si só não acarreta consequência jurídica. Necessita ser reconhecido
  pelos Estados pelo seu caráter obrigatório da prática em questão (opinio juris sive
  necessitatis)

. além da repetição de condutas idênticas, é necessário que se verifique a presença de elemento subjetivo representado pela convicção da obrigatoriedade

. o sentimento de obrigatoriedade é fundamental para diferenciar o Costume da mera
  cortesia (regras de etiqueta e polidez internacional consideradas desejadas em certas 
  ocasiões, mas não obrigatórias)

. No passado, o costume se destinava somente a preencher lacunas do direito escrito

. Atualmente, acredita-se que o costume pode alterar o direito derrogando dispositivos 
  constantes em tratados internacionais

. Em parecer consultivo de 1971 sobre a Namíbia a CIJ considerou que a abstenção de 
  um dos membros permanentes do CSONU não invalidava a resolução adotada por esse
  órgão, a despeito de haver interpretação estrita da Carta da ONU indicando o contrário

5 Regras e Princípios jurídicos


. Regra são aplicadas segundo a fórmula “tudo ou nada”
  - a regra é válida devendo-se aceitar a resposta que ela oferece ou
    a regra é inválida e não influirá sobre a decisão a ser proferida

. Princípios são pautas genéricas que condicionam e orientam a compreensão do
  ordenamento jurídico
  - mesmo os princípios que mais se assemelham às regras, não estabelecem
    consequências jurídicas
  - os princípios devem ser avaliados conforme seu peso ou importância, o que não se
    verifica com as regras.
  - quando dois princípios se contradizem, a solução do conflito deve levar em conta o
    peso relativo de cada um deles
 
. Pode-se dizer que um dado princípio é mais importante que outro, mas não podemos
  dizer que determinada regra é mais importante que outra

. O art.38 do Estatuto da CIJ, inclui as fontes de Direito reconhecidas pelas “nações
  civilizadas” – expressão civilizada gerou reclamações de diversas nações por ser
  entendida de caráter etnocêntrico  

. Alguns exemplos de princípios do Direito Internacional:
  - proibição do uso ou ameaça da força 
  - não intervenção nos assuntos internos dos Estados
  - dever de cooperação internacional


6 Princípios internos como fonte do DIP

. os princípios da teoria da responsabilidade civil desenvolvida no interior dos Estados
  estendem-se à responsabilidade internacional

. em matéria de administração da justiça, os princípios forjados no plano doméstico são
  sem dificuldades transpostos para a esfera internacional  

. juntamente com o costume, os princípios gerais de direito têm importância capital na
  regulação das relações transnacionais envolvendo de um lado os Estados e as OIGs e de
  outro as pessoas jurídicas privadas internacionais

. por outro lado, nas relações interestatais, os princípios gerais de direito têm função
  subsidiária na solução dos conflitos
  - a razão pode ser entendida na falta de objetividade que os princípios apresentam, 
    dificultando ao juiz a determinação de qual princípio deve ser aplicado
  - a CIJ em raras ocasiões lançou mão de princípios gerais de direito no julgamento de
    disputas internacionais
 
7 Jurisprudência e Doutrina


. no domínio do DIP, a jurisprudência tem grande relevo:
  - a CIJ compreende além da atividade jurisdicional propriamente dita, a elaboração de 
    pareceres consultivos sobre matérias que lhe são submetidas
  
  - os pareceres da CIJ expressam sua opinião a respeito da interpretação de normas que
    regem a vida internacional
  
  - os pareceres não possuem força vinculante, e os envolvidos podem se opor aos seus 
   termos, não se caracterizando violação do DIP
  
  - já as sentenças proferidas pela CIJ são obrigatórias, porém restritas às partes em litígio 
  
  – não vinculando procedimento semelhante em relação de casos futuros
  
  - apesar de não vinculante para decisões futuras, a Corte demonstra profunda
    continuidade em seus julgamentos – gerando na prática uma “jurisprudência informal”

. a jurisprudência cumpre também função de reconhecimento dos costumes internacionais

. a Doutrina, por outro lado tem maior peso no DIP do que no direito interno
  - em razão das características das relações externas, as normas internacionais são, em
    geral, mais vagas e imprecisas, acentuando o aspecto político relacionado à sua criação
  
  - por este motivo, aumenta a tarefa da doutrina na fixação do significado das regras
    internacionais
  
 - a Doutrina objetiva também no processo de individualização das normas jurídicas –
   principalmente no caso dos costumes e dos princípios gerais do direito

                  

[ Aula Resumo ] Literatura Brasileira: Quinhentismo, Barroco e Arcadismo

Resumo de Literatura Brasileira

Como o Guia do Candidato é aberto para o programa de Português, vou organizar a página de Português como um índice de postagens de resumos, resenhas, fichamentos, aulas e dicas sobre Português. 

Vou começar com aulas-resumo que desenvolvi sobre Literatura brasileira. 

Créditos às aulas do site Aulalivre.net  - professora Greice da Cunha. 

Críticas e sugestões serão sempre muito bem vindas ! 

Atualizado ! Agora utilizando Slideshare !





O que faz um Blog bom ?

O que faz um Blog ser bom ? 

Bem, primeiramente o conteúdo. Bom conteúdo sem dúvida é fundamental. 

O conceito de bom é relativo ao interlocutor: para mim, um blog sobre tecnobrega - sem ofensas aos tecnobregas - não tem nenhum apelo mesmo que estejamos falando sobre o melhor conteúdo existente sobre tecnobrega...

O que nos traz um segundo conceito sobre um bom Blog: adequação. O conteúdo tem que ser adequado - novamente, ao interlocutor/leitor do blog - no tempo e no espaço. 

O que nos traz outros dois conceitos - tempo e espaço - sobre a qualidade de um blog: timing e apresentação da informação postada. 

Aquele site que tem bom conteúdo, é adequado ao que nos interessa, está sempre atualizado e é um site bem apresentado (conceito de usabilidade) pode ser considerado um bom site. 

Isto tudo posto, este post é para homenagear o site do Leonardo Teixeira - Sobre Diplomacia - que muito tem me ajudado e com certeza também ajuda a tantos outros candidatos ao CACD. 

Uma das coisas que aprendi desde que (recentemente) iniciei meus estudos para a carreira diplomática, é que este concurso além de ser muito difícil, traz vários diferenciais em relação a muitos outros: para além de sermos concorrentes, o estudo precisa ser colaborativo, precisamos nos ajudar, trocar informações, dicas e dúvidas. 

Eu me inspirei em sites como o do Leonardo e outros bem legais como o ótimo Internacionalista da Patrícia Derolle (entre outros tantos) para iniciar este meu Missão Diplomática com os objetivos de complementar meus estudos, registrando e compartilhando minhas idéias, organizando e multiplicando informações e conhecimentos.

Sabemos que - como diz o ditado - quem ensina aprende duas vezes. Este é o espírito do Leonardo, da Patrícia e de outros bons amigos que resolveram dedicar parte preciosa do seu tempo para compartilhar conhecimentos com outros candidatos. 

Somos todos beneficiados, e, espero que pessoas como eles sejam beneficiadas em dobro. 



      

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