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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

How Will China Respond to North Korea's Nuclear Test ?






















Looking back at history to predict how Xi Jinping will respond to Pyongyang’s latest provocation.

The Diplomat
8 jan 2016

North Korea (also known as the Democratic People’s Republic of Korea, or DPRK) claims to have conducted a successful thermonuclear test on Wednesday morning (06 jan). 

While experts are already contesting the claim that a thermonuclear device was detonated, it does appear that North Korea tested a nuclear device of some kind, with a yield similar to the previous test in February 2013. 

Now the question is how the international community will respond – and that response will largely be dictated by the way China, North Korea’s traditional partner and a veto-wielding permanent member of the UN Security Council, chooses to react.

The official position from China’s Foreign Ministry was crystal clear – China “firmly opposes” the nuclear test, spokesperson Hua Chunying said in a routing press conference. 

“China is steadfast in its position that the Korean Peninsula should be denuclearized and nuclear proliferation should be prevented to maintain peace and stability in Northeast Asia… We strongly urge the DPRK to honor its commitment to denuclearization, and to cease any action that may deteriorate the situation,” Hua continued.

Hua also emphasized that China had not known about the test in advance. She said “experts” were conducting analysis to verify whether or not the device was a hydrogen bomb, as North Korea claimed.

Hua hinted at the possible ill effects on China, saying that China’s Environmental Protection Ministry would be monitoring radiation data along the China-North Korea border to ensure the safety of Chinese citizens. The Punggye-ri nuclear test site, close to where the test was conducted, is in northeastern North Korea, roughly 100 kilometers (62 miles) from the Chinese border.

Foreign Minister Wang Yi also referenced China’s “stern position” on the nuclear test in a speech given at the ministry’s annual New Year reception. He described the test as “in disregard of international opposition” and reiterated that China is “firmly committed to upholding the international nuclear non-proliferation regime.”

North Korea’s last nuclear test, in February 2013, sparked a similarly stern response from Beijing. Yang Jiechi (then serving as foreign minister) summoned North Korea’s ambassador to China for a dressing-down over the test. 

Reports indicated that China’s government had actively tried to persuade North Korean leader Kim Jong-un not to move forward with the nuclear test, as China was still in the midst of its once-in-a-decade leadership transition (Xi Jinping and Li Keqiang, who had taken up the Chinese Communist Party’s top leadership roles in November 2012, would not be officially named president and premier until the National People’s Congress in March 2013).

In response to the 2013 test, China backed a new round of UN sanctions on North Korea. 

On March 7, less than a month after the test, the UN Security Council unanimously passed Resolution 2094, expressing “the gravest concern” at the nuclear test and condemning it “in the strongest terms.” The resolution applied sanctions to North Korean financial institutions, laid down travel restrictions on certain North Korean leaders, and limited the import of luxury goods.

The groundwork is laid for a more robust reaction in 2016. In the three years since North Korea’s last nuclear test, China has simultaneously grown closer to South Korea and farther away from North Korea. To cite just one example, Xi and South Korean President Park Geun-hye have held six summit meetings in those three years, while Xi has never met North Korea’s Kim Jong-un.

In fact, the China-North Korea relationship seems to have never quite recovered from the 2013 nuclear test. Ties just seemed to be getting back on track in the fall of 2015, with Choe Ryong-hae’s attendance at China’s military parade in September 2015 and Liu Yunshan’s visit to Pyongyang in October. 

But then in December, the two countries had another spat over a series of planned musical performances, resulting in two North Korean groups packing up and going home.
Despite tensions, however, Beijing is far from ready to ‘abandon’ North Korea

Ultimately, China still remains committed to seeking a solution to the North Korean nuclear problem through dialogue (either a return to the Six Party Talk or an as-yet unclear alternative grouping), rather than punitive measures. 

Beijing has gone on the record numerous times against the concept of sanctions in general; though China has proven willing to hold its nose and go along with UN Security Council sanctions in the wake of North Korean nuclear tests, that’s likely to be the limit to China’s cooperation.

And history indicates that if the response to North Korea’s nuclear test is simply more sanctions, it’s unlikely to have any real impact on the regime. In 2013, the United States was pleased with China’s cooperation at the UN; then-U.S. 

Ambassador to the UN Susan Rice told reporters, “These sanctions will bite and bite hard.” But, as demonstrated by Wednesday’s test, the sanctions haven’t been able to stem the slow but steady development of North Korea’s nuclear program – in part because they aren’t being enforced fully, particularly by China.

Whether this represents a deliberate government effort to secretly back North Korea, or whether Chinese bureaucrats simply aren’t equipped to catch profit-minded companies willing to flaunt the sanctions is unclear. 

Regardless, experts agree North Korea has had little issue getting access to supposedly banned Western technologies via Chinese companies. As Joel Wit of the U.S.-Korea Institute put it in a presentation on North Korea’s nuclear futures last year, there’s little evidence that sanctions have actually affected Pyongyang’s ability to access nuclear technologies. 

fonte: The Diplomat

domingo, 28 de junho de 2015

70 anos da ONU e a busca da Paz

















MRE
26 jun, 2015

Neste 26 de junho celebramos os 70 anos da assinatura da Carta que criou a Organização das Nações Unidas (ONU). Fundada em meio aos escombros do maior conflito da História – a 2.ª Guerra –, a ONU foi concebida para trabalhar em favor dos mais elevados ideais da comunidade internacional: a paz, o respeito aos direitos humanos, o progresso e o bem-estar da humanidade.

O Brasil foi um dos 51 membros fundadores e sua atuação na Organização sempre esteve assentada na busca de dois objetivos que, em nossa visão, estão intimamente relacionados: a preservação da paz e a promoção do desenvolvimento. 


Para o Brasil, não há paz duradoura e estabilidade verdadeira sem progresso econômico e social. Como assinalou a presidenta Dilma Rousseff em discurso na abertura da Assembleia-Geral da ONU, o Brasil defende que “as políticas de desenvolvimento sejam, cada vez mais, associadas às estratégias do Conselho de Segurança na busca por uma paz sustentável”.

Temos dado contribuição concreta à promoção da paz. Nas dez vezes em que ocupamos assento não permanente no Conselho de Segurança – marca igualada apenas pelo Japão –, trabalhamos em favor da solução pacífica das controvérsias e da superação das causas profundas dos conflitos, como a exclusão política, social e econômica. 


Desde 1948 a ONU já realizou 69 operações de manutenção da paz, das quais o Brasil participou de 40, e oficiais brasileiros exercem hoje o comando militar das missões no Haiti (Minustah) e na República Democrática do Congo (Monusco) e o comando naval da missão no Líbano (Unifil).

Os primeiros 45 anos da ONU foram diretamente afetados por hostilidades que marcaram a guerra fria, o que virtualmente paralisou o Conselho de Segurança. O fim da bipolaridade alimentou as expectativas de que o diálogo poderia enfim predominar. 

Um quarto de século depois, algumas das principais questões que afetam a paz e a segurança mundial continuam sem solução, como fontes de instabilidade. Novos conflitos armados surgiram no interior de Estados ou entre Estados cujas diferenças estavam contidas pela lógica da guerra fria, o que elevou o número total de guerras. 

Vivemos hoje um grave “déficit de diplomacia” no mundo. A diplomacia preventiva tornou-se um exercício raro e perfunctório, e medidas como o recurso à força militar, ameaças e sanções tornaram-se mais frequentes, muitas vezes a expensas da Carta da ONU, que autoriza o uso da força somente em casos de autodefesa ou autorização expressa do Conselho de Segurança.

A situação no Oriente Médio ilustra essa realidade. Palestina, Iraque, Líbia e Síria são exemplos trágicos do desinvestimento na diplomacia. A região tem sido palco da tentação das soluções impostas de fora, com recurso a ações militares ou apoio a grupos e facções em guerras civis, muitas vezes à margem do Conselho de Segurança ou do mandato conferido, condenando à morte ou ao deslocamento milhões de civis, fomentando sectarismos, liberando forças destrutivas de difícil controle e facilitando a proliferação de armas e crimes transnacionais, como o tráfico de pessoas. 


Ao se fragilizarem as estruturas estatais, criaram-se vazios de poder que permitiram a ascensão de grupos radicais como o autodenominado “Estado Islâmico”. Não é coincidência que tais grupos tenham florescido e vicejem precisamente em países onde houve intervenções armadas ou políticas. Seu custo humano é incalculável.

A situação hoje no Iraque, na Líbia e na Síria comprova a correção da oposição do Brasil ao uso precipitado da força ou ao apoio a facções. A cautela por nós preconizada revelou-se tragicamente premonitória. 

Soluções duradouras para a paz e a segurança internacional requerem capacidade de diálogo e negociação. Sem um papel central para a diplomacia, o sistema internacional continuará a viver um clima de irresolução permanente. 


A própria ONU, pelo desinteresse de muitos de seus membros, nunca centrou o foco de suas atividades em matérias relacionadas ao Capítulo VI da Carta, que lida justamente com soluções pacíficas de conflitos. A primeira resolução sobre mediação foi aprovada na Assembleia-Geral só em 2011.

Ao mesmo tempo – e aqui reside o próprio fundamento da estabilidade e da paz – a promoção do desenvolvimento nunca ocupou na ONU a posição central que merece. Ainda há relutância em reconhecer, para além da retórica, que a pobreza, a falta de oportunidades e a ausência de serviços básicos tendem a ser vetores de conflitos. 


Não por acaso as guerras civis atingem mais fortemente os países pobres. Os recentes fluxos migratórios de pessoas que tentam fugir de conflitos e da miséria são uma comprovação dessa confluência entre o déficit de diplomacia e a ausência de políticas efetivas de apoio ao desenvolvimento.

O cenário atual nos oferece, no entanto, novas esperanças. Tivemos recentemente dois exemplos de valorização da diplomacia: a reaproximação entre Cuba e Estados Unidos e avanços na negociação do dossiê nuclear iraniano. São apostas no diálogo que o Brasil tem defendido e praticado há anos.

A despeito dos importantes serviços que prestou ao longo dos anos, é premente que a ONU seja reformada. Não se trata apenas de uma modificação de suas estruturas, até para tornar seu Conselho de Segurança mais democrático, representativo, legítimo e, por isso, mais eficaz: é indispensável que essa atualização institucional se faça acompanhar de uma mudança de visão de seus Estados-membros.

O Brasil compromete-se a seguir atuando para fortalecer a ONU e melhor prepará-la para enfrentar os desafios globais. A comunidade internacional não tem alternativa ao reforço do multilateralismo: é só nele que os Estados poderão buscar soluções para os problemas de todos e fazer do mundo um lugar menos marcado pela tragédia dos conflitos.

*Mauro Vieira é Ministro das Relações Exteriores


fonte: Itamaraty

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