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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Why India should resuscitate IBSA




















PostWestern World 
17 fev 2015

If asked to identify the most important trend in international affairs since the turn of the century, many international affairs analysts would point to the unprecedented growth in South-South relations. 

That is largely due to the rise of China, which has transformed global trade flows: South-South trade has overtaken North-South trade, and China is the most important trading partner of virtually the entire developing world.

Long-term agreements like the one between China and Argentina (regarding infrastructure, nuclear power plants, military and satellite equipment, commodity payment schemes and an $11 billion currency swap) are set to proliferate in the coming years. Similar agreements exist with Venezuela, which has borrowed $50 billion from Chinese banks since 2007. 


All that will consolidate both China's  economic and political influence in the Global South. The fact that a growing number of world leaders, under pressure from China, have spurned or downgraded meetings with the Dalai Lama is just one reflection of this trend.

Seen from Delhi, China's growing global influence is both an opportunity and a threat. On the one hand, growing fear of China's hegemonic ambitions has turned India into the darling of US policy makers who see a strong India as the best bet to contain China in its region (a similar logic applies to India's ties to Russia and Japan). 


On the other hand, as it seeks to strengthen its economic presence in the Global South, India will find it increasingly difficult to compete with a well-entrenched Chinese presence in Africa, Asia and Latin America. 

Last year, Modi met many Latin American heads of state, but it occurred during the 6th BRICS Summit in Fortaleza, and hence under the shadow of Xi Jinping's presence. A similar dynamic dominated the 5th BRICS Summit in Durban, when Modi's predecessor met several African leaders.

India's economic clout is still far smaller than China's, yet with India's growth potential in mind, foreign policy makers in Delhi are already building  a network of partnerships and platforms the country will need in the coming decades to sustain its ambitions. 


One example is the India-Africa Forum Summit (IAFS), which underlines India's long-term plans on the world's fastest-growing continent. In the same way, IBSA, the trilateral grouping consisting of India, Brazil and South Africa, provides an important opportunity for India to regularly consult with two leading regional powers in Africa and South America.

IBSA, however, is now largely dormant due to a combination of the BRICS grouping's success and domestic crises in Brazil and South Africa. 


Both Presidents Rousseff and Zuma preside over a toxic mix of economic stagnation, stubbornly high inequality and corruption scandals, which have dramatically reduced their foreign policy ambitions. Indeed, seen from Delhi, neither Brazil nor South Africa currently look like very attractive partners.

And yet, there are strong arguments for Modi to assume leadership and resuscitate the IBSA grouping. Over the past decade, the platform has allowed the three countries to cooperate in an unprecedented range of issues such as public health, global governance reform, and economic development. 


In 2011, IBSA sent a delegation to Syria in an attempt to negotiate a ceasefire with the Assad regime. The three governments set up their own development fund, which, though small, has been praised for its innovative practices. 

There are now 16 working groups on issues such as agriculture, defense and public administration, made up of policy makers from each countries' ministries. 

Put simply, IBSA reduces, at a very small cost, mutual ignorance between three of the most important democracies in the Global South, providing member countries with a platform to cooperate whenever it is in their common interest.

The crises in Brazil and South Africa will pass, but it may take several years before the two countries can return to the foreign policy activism of the Lula/Mbeki years. 


Modi, by contrast, possesses ample political capital (despite the recent electoral setback in Delhi) to assume international leadership and undertake foreign policy initiatives. It thus depends largely on him to follow-up on his promise to host the next IBSA Summit in Dehli in 2015.  Of course, IBSA will never be a centerpiece of India's foreign policy. 

Yet as China's economic and diplomatic influence increases in the developing world, India would be well-advised to invest in autonomous platforms and networks that can help it strengthen its partnerships in the Global South in the long-term.

fonte: Post Western World

sexta-feira, 2 de maio de 2014

[ Discursivas CACD ] PI 2010 - Atuação do Brasil na UNASUL, CELAC, BRICS, IBAS, AFRAS e ASPA




























CACD 2010 
Política Internacional - Questão 4

Jochen Prantl considera que o contexto internacional caracteriza-se, atualmente, pela "multipolaridade sem multilateralismo". Com base nessa assertiva, comente:

a) o papel do Brasil no âmbito dos diversos grupos negociadores que integra;
b) naquilo que se refere aos grupos UNASUL, CELAC, BRICs, IBAS, AFRAS e ASPA, descreva características de cada um deles e identifique a importância que podem ter na dimensão SUL-Sul da política externa brasileira.

Maria Eugenia Zabotto Pulino

O Brasil integra, atualmente, diversos foros internacionais de negociação e deliberação. Nos últimos anos, a diplomacia brasileira passou a participar dos mais diversos regimes internacionais, sobre os mais variados temas. A estratégia de participar para transformar se reflete na postura propositiva do país, que congrega diferentes atores nos foros de cuja criação faz parte. 

A via de negociação tem sido constantemente privilegiada e estimulada pela política externa brasileira, que "optou por trocar a estática da confrontação pela dinâmica da cooperação", nas palavras do Presidente Lula.

A "multipolaridade sem multilateralismo", denunciada por Johchen Prantl, é uma das principais críticas da diplomacia brasileira ao sistema internacional pós-Guerra Fria. O multilateralismo nas palavras do Chanceler Celso Amorim, "é a expressão jurídica da multipolaridade". 

O poder econômico, político e até mesmo militar vem se mostrando cada vez mais descentralizado, enquanto que os foros decisórios continuam representando a antiga ordem do pós-Segunda Guerra Mundial. A participação e incentivo ao G-20 Financeiro pela política externa brasileira, especialmente após a crise econômica de 2008, faz parte da estratégia de reformar e reformular os grupos decisórios. 

O G-8 não mais representa os atores mais relevantes no cenário econômico global e, portanto, é preciso incluir as novas economias emergentes nas instâncias de elaboração dos diversos regimes internacionais.

Uma das importantes inovações da política externa brasileira atual são os foros e alianças Sul-Sul de cooperação e concertação. O país não apenas pretende aumentar a participação dos países em desenvolvimento nos grupos que tradicionalmente abrigam apenas países desenvolvidos, mas propõe alianças entre os países em desenvolvimento e os de menos desenvolvimento relativo. 

Nessa categoria existem grupos regionais, como a UNASUL e a CELAC, inter-regionais, como a ASA e a ASPA, e as alianças de geometria variável como o BRIC e o IBAS. 

No que se refere aos primeiros, é possível perceber um esforço de ampliação da cooperação sul-americana e da América Latina e Caribe. 

A UNASUL, criada em 2008 e sucessora da CASA (2004), pretende consolidar-se como um foro essencialmente político e promover a cooperação em segurança, saúde, finanças e outras áreas. A CELAC, ainda em processo de gestação, quer expandir a cooperação e concertação para toda a América Latina e Caribe. Esses foros buscam não apenas a integração, mas também a coordenação de posições que fortaleçam a inserção internacional da região. 

A ASPA (Cúpula América do Sul-Países Árabes) e a ASA (América do Sul-África), antigo AFRAS, são cúpulas inter-regionais que promovem a cooperação e concertação política em diversos eixos temáticos, de ciência e tecnologia a temas sociais. 

A ASPA foi criada em 2005 (Brasília) e teve sua segunda cúpula presidencial em 2009, em Doha. A ASA nasceu em 2006 e teve também uma segunda cúpula presidencial em 2009 (Isla Margarita). Ambos os grupos têm forte aspecto cultural, a exemplo da BibliASPA, mas também apontam para o surgimento de uma nova geografia comercial global.

O IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) e o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) são as chamadas alianças de geometria variável, significando a flexibilidade na formação de alianças tanto em sua composição quanto em seu tema. 

O IBAS surgiu em 2003, mesmo ano da formação do G-20 Comercial, e se destaca pelo caráter de solidariedade periférica, exercida por meio do Fundo IBAS de combate à fome e à miséria. O BRIC, acrônimo criado pelo economista-chefe da Goldman Sachs, consolidou-se posteriormente em um grupo de concertação e cooperação. O foro simboliza os novos tijolos da economia global. 

A diversificação dos grupos decisórios dos quais o Brasil faz parte sinaliza a projeção internacional acentuada do país em vários temas e em várias regiões. A maioria dos foros de concertação mencionados defendem uma ampla reforma nos pilares do sistema internacional, de forma a que o multilateralismo normativo reflita a multipolaridade real.          

fonte: Guia de Estudos IRB para o CACD 2011

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