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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

China se opõe a Donald Trump e se aproxima de países da América Latina


























Folha SP - Mundo
JOHANNA NUBLAT
23 nov 2016

Enquanto o presidente eleito Donald Trump fala em fechar as fronteiras americanas, expulsar imigrantes e minimizar a presença do país em parcerias regionais, o líder chinês, Xi Jinping, desembarcou na América Latina com o discurso de compartilhar avanços e receber países em seu "trem expresso do desenvolvimento".

Xi iniciou na semana passada a terceira visita à América Latina desde sua posse em 2013. Na viagem, foi ao Equador e ao Peru -em Lima, participou da cúpula da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico)- e começou nesta terça (22) a viagem ao Chile, onde encerra a turnê.

"Todos os países são igualmente membros da comunidade internacional. O grande, forte e rico não deve intimidar o pequeno, fraco e pobre", disse o chinês nesta segunda-feira (21), durante visita a Lima.

Já em Santiago, Xi se encontrou com a presidente Michelle Bachelet e disse que entendimentos colocam em evidência a disposição de enfrentar juntos desafios "perante novas circunstâncias".

Durante a Cúpula dos Meios de Comunicação da China e América Latina, promovida pelos chineses em Santiago, em paralelo à visita oficial, Xi disse que seu país pretende organizar um intercâmbio, na China, para jornalistas latino-americanos e do Caribe, o que pode beneficiar até 500 profissionais.

A mensagem levada por Xi pode não diferir do discurso padrão de um líder de Estado em viagem, mas não deixa de se mostrar uma contraposição às promessas raivosas e isolacionistas de Trump.




















Na segunda (21), o republicano afirmou que, em seu primeiro dia de governo, vai retirar os Estados Unidos da Parceria Transpacífico, negociada por Barack Obama e vista como forma decisiva de influência americana no Pacífico, em contraposição aos chineses (que não estão incluídos na parceria e têm suas próprias ambições na região).

Para Greg Johnson, da Universidade de Valparaíso, a mensagem da China como alternativa aos EUA não virá de maneira explícita, apesar de os interesses chineses na região serem claros.

"Se o governo Trump se tornar o mais fechado do mundo, isso cria abertura para a China ter maior influência na região", afirmou à Folha.

E a forma como a abordagem dos chineses é feita, segundo Johnson, pretende evitar a imagem de potência neo-colonial, como acabou ocorrendo na África.
















































































































"É o momento de construir pontes, não muros. De abrir mercados, e não fechá-los" disse Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e o Caribe), durante o encontro de imprensa.

Ela afirma ainda que, mesmo levando em conta os altos investimentos chineses e o fluxo comercial, é preciso pensar que há várias alternativas a uma eventual retirada americana. "Devemos concentrar esforços para conseguir uma maior integração interna."

Na estada no Peru, Xi mencionou ainda mais "oportunidades" de verba chinesa para o mundo. Segundo a Xinhua, o presidente disse que a expectativa para os próximos cinco anos é investir US$ 750 bilhões no exterior.

VERBA ESTRATÉGICA

Evan Ellis, pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos da US Army War College e especialista na relação entre os chineses e os latino-americanos, diz que, mesmo que os interesses da China fossem puramente econômicos, eles ainda devem ser vistos como estratégicos.

"O mais importante para os chineses agora é o crescimento continuado e a diversificação da economia, manter 1,35 bilhão de pessoas alimentadas", diz. "Na China, quando o império perde a bênção do céu, é quando a dinastia cai."

Além disso, afirma Ellis, para os chineses é relevante a manutenção da multipolaridade. "A sobrevivência e a prosperidade de países como o Equador, a Venezuela ou a Bolívia, que resistem ao modelo dos EUA, estão em seu interesse estratégico."

Para Ellis, o Equador é um caso emblemático do investimento chinês na região, já que fez um uso produtivo do capital chinês. "Relativamente ao tamanho de sua economia, é o país em que empresas chinesas e o financiamento mais penetraram."

Roberto Fendt, secretário-executivo do CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China), diz que Trump criou para a China uma oportunidade "absolutamente incrível", mesmo que não cumpra inteiramente as difíceis promessas da campanha.

E, independentemente do "efeito Trump", diz ele, a expectativa é de crescimento da presença chinesa na região e, particularmente, no Brasil (que tem o benefício da escala frente aos vizinhos).

"Difícil saber a intensidade, mas parece claro que a presença chinesa não vai diminuir nem estancar", afirma Fendt.

fonte: Folha SP

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Brazil Looks to Negotiate Agreement with the British After Brexit
























Folha International
26 jun 2016

The United Kingdom's exit from the European Union (EU) is not a good sign and may delay the free trade negotiations Mercosul has been negotiating with the European bloc. The Brazilian government was hoping to speed up the talks over the coming months.
The United Kingdom was the biggest heavyweight in support of the agreement, applying pressure to speed up negotiations during all of the decisive moments.
The UK's position is considered to be more in favor of free trade in comparison to the Europeans, such as Ireland and France, who fear the arrival of South American agricultural products. As such, without the British, negotiations could be difficult.
According to a source from the Brazilian government interviewed by Folha, next steps have yet to be defined because no one expected the split, and it left negotiators in shock. One of the fears is the domino effect that Brexit may cause, such as Scotland's exit and the exit of additional countries from the EU.
On Friday (24), Minister José Serra (Foreign Relations) said he intends to initiate a parallel agreement between Brazil and the United Kingdom. According to him, this could help Mercosul's negotiations with the EU.
"I would have preferred no split, but since it happened, we have to have strategies in place for foreign trade policy; the picture has changed and we need to revise our strategy", Serra said.
"Pursuing negotiations with England separately as we will do, will, in some way, motivate the EU to negotiate with us. Therefore, it has effects in both directions, which are very diverse".
When asked if the EU could become more resistant, Serra said: "On the contrary, it provides an incentive for negotiation; if you are negotiating with a partner who has several options, you automatically become more invested".
Brazilian negotiators, however, fear that the strategy could hit the EU like a bucket of cold water. Analysts believe that Mercosul should negotiate with the Europeans or the British but not both at this time.
For José Augusto de Castro, AEB (Brazilian Foreign Trade Association) president, the United Kingdom's exit "will surely play negotiations". The European Union's attention, previously focused on Mercosul and the Atlantic Trade Agreement, will now focus on rebuilding with the United Kingdom.
Researcher Lia Valls Pereira, from the FGV (Getulio Vargas Foundation), says the European Union must first let Mercosul know if it plans to stand by its position, even without the United Kingdom.
"No delays [in the schedule with Mercosul] would mean that the European Union will continue negotiations without the United Kingdom. That is still unknown", she said.
The United Kingdom does not represent a significant market for Brazilian exports, representing 1.5% of Brazilian sales abroad and focusing on primary products: gold, coffee and soy.
Brexit will have indirect effects on Brazil. The split increases uncertainty over the recovery of the European economy and affects the price of Brazilian commodities sold overseas.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

BRexit: como saída do Reino Unido mudaria relações com UE























Deustsche Welle
16 jun 2016


Não faltam pesquisas sobre as repercussões para a economia se o Reino Unido sair da União Europeia. Apoiadores e opositores do assim chamado "Brexit" já produziram toneladas de artigos e relatórios fundamentando suas respectivas posições.
A maioria dos estudos conclui que a saída da UE traria custos substanciais, principalmente para o Reino Unido. Quase a metade das exportações do país é direcionada aos Estados-membros do bloco, enquanto mais da metade das importações britânicas vem dos europeus.
Segundo um estudo publicado pela Fundação Bertelsmann, um think tank alemão próximo aos setores econômico e empresarial, se o país se decidir pela saída, sua economia poderá encolher até 14%, o equivalente a 300 bilhões de euros. "Um Brexit deveria ser evitado", concluem os autores.
Muitas pontas soltas
Por mais que se esforcem, porém, os economistas dão tiros no escuro ao tentar apresentar dados confiáveis. Não há dúvida que a saída do Reino Unido da UE mudaria a relação britânica com os países da UE, mas ainda não está claro como. Certo é que resultará em custos e incerteza.
"É por isso que se fez uma certa pressão sobre os britânicos para não votarem pela saída nestes tempos difíceis ", explica Rolf Weder, professor de economia e integração europeia na Universidade de Basel, na Suíça. "Se você focar no curto prazo, é óbvio: nunca se deve colocar em questão relações estabelecidas, pois isso sempre acarreta custos."
Uma ideia clara de como as relações comerciais entre o Reino Unido e a UE se alterariam só emergirá após o eventual Brexit, e de forma muito lenta. O Artigo 50 do Tratado da UE estipula prevê dois anos para ambos os lados negociarem os detalhes, prazo que poderiam ser prorrogado pelo Conselho Europeu. No entanto a empresa britânica de consultoria Global Counsel estima um período de incerteza de "dez anos ou mais".
Uma vez que tudo depende do resultado dessas negociações, não há limites para a imaginação. No pior dos cenários, pesquisadores da Fundação Bertelsmann preveem que o Reino Unido ficaria totalmente "isolado", privado de todos os seus privilégios comerciais com os países da UE e com os terceiros que têm acordos com o bloco. Hipóteses menos hostis cortam consideravelmente os custos do Brexit, de acordo com o estudo: apenas 14 bilhões de euros em vez de 300 bilhões de euros.
"O Reino Unido, claro, vai negociar com o objetivo de não perder completamente o acesso ao mercado comum europeu. Ao mesmo tempo, a UE vai querer garantir o acesso ininterrupto ao mercado britânico para as empresas europeias", estima Rolf Weder, acrescentando: "Espero que ambos os lados busquem algum tipo de acordo de livre-comércio."
Parceiros comerciais mais importantes do Reino Unido











O exemplo suíço
No comércio de mercadorias, há décadas o Reino Unido tem registrado um grande déficit, importando mais do que exporta, apesar de Londres ser um dos principais centros financeiros do mundo. Entretanto o superávit em serviços não basta para compensar a fraqueza em termos de mercadorias, tendo deixado o Reino Unido com um saldo negativo total de mais de 77 bilhões de euros no comércio com a União Europeia, em 2014.
Graças à adesão do país à UE, bancos, companhias de seguros e escritórios de advocacia britânicos podem oferecer seus serviços em qualquer parte do mercado único. Caso saia, será crucial negociar condições favoráveis para o setor financeiro do país.
"A UE estará determinada a não tratar o Reino Unido bem demais", prevê o professor Weder. Afinal de contas, ela perde um contribuinte para seu orçamento, sendo improvável que vá recompensá-lo com concessões generosas.
A Suíça é frequentemente citada como modelo potencial para as futuras relações entre o Reino Unido e o bloco. Acordos comerciais permitem que o país alpino, que não é membro da UE, troque mercadorias livremente.
Mas mesmo os suíços não conseguiram alcançar um acordo semelhante para sua enorme indústria de serviços financeiros. Se o Reino Unido também fracassar, seu setor financeiro "enfrentaria os mesmos custos com que as companhias suíças têm que arcar atualmente, já que a Suíça não é tão bem integrada assim", aponta Weder.
No entanto, "há poucas perspectivas de que Londres deixe de ser o principal centro financeiro internacional", conclui a consultoria Global Counsel. As regulamentações da UE poderão tornar mais difícil as transações no mercado europeu, mas "é difícil imitar as vantagens que Londres oferece e sua ampla rede de serviços financeiros e profissionais".
comércio de bens serviços britânico em 2014











Mais alternativas
Depois de um Brexit, o Reino Unido não só teria que negociar com a UE: seria também necessário substituir os acordos comerciais existentes entre o bloco e terceiros – para enorme alegria das firmas de advocacia. Batalhando sozinho e não sendo mais parte da UE, a posição do país nas negociações seria consideravelmente fraca.
Então por que todo esse trabalho, por que correr o risco de custos elevados e anos de incerteza? Na essência, o referendo britânico não é sobre economia, mas sobre a ideia de uma Europa diferente. "Eu acredito que menos Europa poderia, no fim das contas, resultar em mais Europa", especula Weder. "Se houver menos harmonização e menos integração, a diversidade na Europa lucrará."
Durante as crises financeiras recentes – do setor bancário, da dívida soberana e da Grécia –, os cidadãos europeus repetiram muitas vezes não havia alternativa às injeções de capital, pacotes de resgate e austeridade fiscal. Weder acredita que poderão surgir novas alternativas, caso os britânicos saiam da UE.
Por exemplo, o Reino Unido poderia se juntar com a Suíça e outros países na Associação Europeia de Livre-Comércio (AELC), e tentar um modelo diferente de Europa: livre-comércio sim, mas com soberania nacional quanto à imigração, mercado de trabalho e outras questões.
Até os defensores de uma maior integração na Europa ficariam em melhor situação. "Se o Reino Unido sair, e talvez outros dois ou três países também, a União Europeia se tornaria mais homogênea. Assim, os membros remanescentes poderiam ir em frente e criar um Estado federal europeu", propõe Rolf Weder. "Mas aí essa não seria a única opção na Europa, e as pessoas poderiam escolher entre essas alternativas."



domingo, 25 de outubro de 2015

Exportações do Brasil para o Mercosul caem 15% em 2015




























Folha SP
25 out 2015

O Brasil está amargando queda nas vendas para todos os parceiros do Mercosul neste ano. 

Na última década isso só ocorreu em 2009, quando os países sofriam os efeitos da crise global. 

Os números indicam que o problema do Brasil na região não é mais apenas a Argentina, cuja redução nos pedidos em 2014 representou um duro golpe ao comércio exterior do país, respondendo por quase um terço da diminuição das vendas brasileiras. 

O fracasso na exportação neste ano generalizou-se no bloco (veja quadro abaixo) e a queda nas vendas para o Mercosul é de 15% de janeiro a setembro. 

As exportações para o mercado venezuelano caíram 29%. Foram US$ 830 milhões a menos em receitas para os exportadores brasileiros. Em termos percentuais, foi a retração mais expressiva entre os parceiros do Mercosul. 




























Os frigoríficos foram os mais afetados. As vendas de carnes bovina e de frango, os produtos mais vendidos aos venezuelanos, despencaram mais de 30%. 

O resultado das vendas para a Venezuela chama atenção, pois, depois da Argentina, é o principal freguês no Mercosul das exportações brasileiras - no total geral, ocupa o 11o lugar. Os argentinos são os terceiros, atrás de China e Estados Unidos.

"Temos, por um lado, a Venezuela com uma recessão aguda. De outro, a Argentina com uma situação econômica frágil e insistindo em barreiras aos produtos brasileiros", diz Lucas Ferraz, professor da FGV e especialista em comércio internacional. 



O FMI (Fundo Monetário Internacional) projeta queda de 10% no PIB da Venezuela em 2015. Para a Argentina, a previsão é de alta de 0,4%. Mas, com baixas reservas de dólar, o país segue fechando as portas aos bens estrangeiros.   

Pelos cálculos argentinos, o país importou até setembro 10% a menos do Brasil ante igual período de 2014. A queda foi similar à redução média das compras dos argentinos no período, o que significou menos US$ 1,2 bilhão em receitas aos brasileiros. 

A importação de produtos da China, porém, aumentou 6% no período, o que indica nova perda de espaço na Argentina para o país asiático. 



O fim das declarações juramentadas, com as quais o governo argentino trava a liberação da compra por importadores, ajudaria a impulsionar as vendas num momento em que a alta do dólar dá competitividade aos bens brasileiros.  

O candidato governista à sucessão presidencial na Argentina, Daniel Scioli, afirmou que, caso eleito, se empenhará na aproximação comercial com o Brasil. Ele lidera as pesquisas para as eleições deste domingo (25). 

Paraguai e Uruguai, apesar do peso menor nas exportações totais, também contribuem para a queda nas vendas no bloco. No Paraguai (redução de 24% na exportação brasileira), as vendas de diesel encolheram. No Uruguai (queda de 7%), caíram especialmente os embarques de automóveis e carne suína.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Mercosul continua como "parceiro estratégico" e neste ano houve ações como a renovação de acordos automotivos com Argentina e Uruguai e missão comercial para Paraguai. 

fonte: Folha SP

domingo, 11 de outubro de 2015

Acordo Comercial Brasil Colômbia

























Brasil e Colômbia fecham acordo no setor automotivo

Com a medida, imposto de importação entre os países será zerado.
Acordo vale por 8 anos, mas pode ser prorrogado.


G1 Globo
9 outubro 2015

Brasil e Colômbia assinaram nesta sexta-feira (9) acordos para aumentar o comércio e os investimentos entre os dois países, incluindo no setor automotivo, que permitirão reduzir, ao menos em parte, o impacto da desaceleração de suas economias devido à queda dos preços das commodities.

Com a medida, o imposto de importação para veículos de passeio e comerciais leves entre os países será zerado. No primeiro ano, a cota nestas condições será de 12 mil unidades. No segundo, o número sobe para 25 mil, e a partir do terceiro, será de 50 mil unidades.
De acordo com uma nota, divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a partir do ano que vem, devem começar novas negociações, desta vez para zerar as alíquotas de caminhões e ônibus.
Os pactos foram finalizados pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e a presidente Dilma Rousseff, durante sua primeira visita de Estado ao país vizinho.
"O memorando de entendimento sobre o setor automotivo que foi assinado vai desenvolver a indústria automobilística e os setores associados", disse Dilma em discurso, sem fornecer detalhes do acordo.
Santos afirmou que trata-se de um acordo para facilitar as exportações da indústria automotiva de ambos os países, o que vai contribuir para geração de empregos e aumento do intercâmbio comercial.
Brasil e Colômbia, que compartilham uma fronteira de 1.645 quilômetros, registraram no ano passado comércio bilateral de US$ 4,1 bilhões de dólares, o equivalente a R$ 15,3 bilhões, um aumento de 165% em comparação com 2005.
"Nesse momento de dificuldades econômicas no nível mundial, tudo o que pudermos fazer para intensificar a integração comercial e os investimentos entre Brasil e Colômbia é muito importante", disse Santos.
Os dois países se comprometeram a iniciar a negociação de um acordo para proteger os investimentos e evitar a dupla tributação, e assinaram memorandos de cooperação e facilitação de investimentos, assim como acordos nas áreas de educação, assuntos indígenas na região de fronteira, agricultura, tecnologia da informação e intercâmbio de informação policial, entre outros.
Dilma também se comprometeu a apoiar o período pós-conflito nos temas de agricultura e infraestrutura na Colômbia, depois que for concluído um acordo com a guerrilha Farc para dar fim a um conflito armado de mais de meio século no país.
fonte: G1 Globo

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Parceria Transpacífico


























EUA e mais 11 países fecham maior acordo comercial regional da história

Folha SP
5 out 2015

Após oito anos de negociações, os Estados Unidos e mais 11 países fecharam nesta segunda-feira (5), em Atlanta, nos EUA, a Parceria Transpacífico, o maior acordo comercial regional na história.

A aproximação entre esses parceiros pode fazer com que o Brasil tenha mais trabalho em conseguir espaço para alguns de seus produtos em mercados importantes, como os EUA e Japão.

Discutido por cinco dias seguidos, o tratado abrangerá 40% da economia global, e inclui, além dos EUA, Chile Canadá, Japão e Austrália. O texto final deve ser disponibilizado dentro de um mês, informou o jornal americano "The New York Times". 

Além da derrubada de barreiras tarifárias entre os países, o tratado prevê regras uniformes de propriedade intelectual e ações conjuntas contra o tráfico de animais selvagens e outras formas de crimes ambientais. Com isso, tem o potencial de influenciar desde o preço do queijo ao custo de tratamentos de câncer. 

O acordo ainda deve passar por discussão no Congresso americano e Parlamentos dos outros países envolvidos. Caso seja aprovado, pode vir a ser uma das maiores conquistas do governo do presidente Barak Obama e deve ajudar a contrabalançar a influência chinesa sobre o comércio no Pacífico.

A rodada final de negociações em Atlanta, que começou na quarta-feira, tem se debruçado sobre a questão de quanto tempo de duração deve ser permitido para o período de monopólio de novos medicamentos de biotecnologia, até que os Estados Unidos e a Austrália negociem um acordo.

Também estiveram em pauta a derrubada de barreiras nos mercados de laticínios e açúcar e a queda gradual, ao longo de três décadas, de impostos de importação de carros japoneses vendidos na América do Norte. 

Exportações Brasileiras

A Austrália receberá uma cota adicional de 65 mil toneladas anuais para exportação de açúcar para os Estados Unidos sob o Acordo Transpacífico fechado nesta segunda-feira, disse à agência de notícias Reuters uma autoridade australiana com conhecimento das negociações. 

Com isso, o produto brasileiro pode vir a ter mais trabalho para encontrar espaço no mercado americano.

O volume soma-se às 87,4 mil toneladas já destinadas à Austrália, sob o regime de tarifas vigente para o ano comercial que começou em 1 de outubro.

A Austrália poderá enviar 400 mil toneladas de açúcar para os EUA anualmente até 2019, no cenário mais otimista, disse a fonte.

Sob os termos do acordo, a Austrália também receberá 23% da cota arbitrária, que é baseada na demanda norte-americana sob regime de tarifas, disse a autoridade. O percentual compara-se aos atuais 8%. 

fonte: Folha de SP        
A



quinta-feira, 18 de junho de 2015

China Becomes Main Destination for Brazilian Oil

Folha International
jun 9, 2015

China becomes main destination for Brazilian Oil, more than tripling imports







China has more than tripled its imports of Brazilian oil this year (2015), making it the world's leading consumer outside of Brazil.
This comes as Petrobras steps up its deals with China in order to guarantee finance. Last month, Petrobras obtained US$7 billion in credit with Chinese banks.
From January to May, 5.4 million tonnes of oil were sent to China, 35% of all Brazilian oil exports. It is the largest purchase hitherto made by a single country in an equivalent period of time.
The volume of oil sent to China was more than double that exported to the United States, which was the largest importer in 2014.
The increase in exports to China has helped Brazil to reach record sales of oil this year. In total, more than 15 million tonnes had been exported by May - a rise of 80% compared to the same period of 2014.
In spite of this, revenues were down. The price of a barrel of oil has fallen by nearly 40% in the last 12 months.
The trend also increases Brazil's dependency on Chinese demand. Of the ten main Brazilian exports, China is now the largest buyer of four (the others being soya, iron ore and cellulose).
Trade between Brazil and China has accelerated over the last decade, with the increasing prices of raw materials on the world market providing the momentum.
In 2000, sales to China were worth little more than US$1 billion. Last year, this figure stood at US$40 million, fuelled by soy and mineral exports.

fonte: Folha SP

terça-feira, 9 de junho de 2015

Mercosul tenta destravar negociação com UE






















Deutsche Welle Brasil
9 jun, 2015

Em Bruxelas, Mercosul tenta destravar negociação com UE

Representantes europeus e sul-americanos voltam a discutir acordo de livre-comércio após duas décadas de entraves. Com volume de negócios bilaterais em queda, Brasil e Argentina têm diferenças sobre negociação.
Após duas décadas de tentativas fracassadas, representantes do Mercosul vão tentar aproveitar a cúpula entre a Comunidade de Países Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e a União Europeia, que começa nesta quarta-feira (09/06) em Bruxelas, para impulsionar um acordo de livre-comércio com o bloco europeu. 
Com papel de protagonista nas discussões, o Brasil tem a ganhar no cenário econômico internacional, apesar dos obstáculos impostos pela Argentina. 
O governo Cristina Kirchner teve dificuldades em formular ofertas de redução tarifária na área industrial e ofereceu resistências em flexibilizar o comércio com os países europeus. 
Apesar de o país impor atrasos, Brasil, Paraguai e Uruguai não poderiam prosseguir sem Buenos Aires. No Mercosul desde 2013, a Venezuela ainda está fora das discussões. 
"O Brasil fez uma construção importante com o Mercosul. Foi uma longa construção institucional. Reconhecemos o Mercosul como algo importante, mas ele não pode se constituir em um impedimento à possibilidade de o Brasil buscar formas de inserção em outros blocos econômicos", afirmou na última segunda-feira (08/06) o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro Neto.
As negociações se arrastam desde 1995, quando foi anunciada a intenção de se estabelecer um acordo. A discussão ganhou forma em 2004, quando foram apresentadas as ofertas de liberalização comercial – abrangentes para produtos industrializados e restritas para os agrícolas. 
O acordo prevê a abertura de 90% das economias do Mercosul aos produtos europeus, por meio de redução tarifária. 
"A UE tem muito interesse em ter mais acesso ao mercado consumidor de produtos industriais do Mercosul. As ofertas de Brasil, Paraguai e Uruguai coincidem, mas a Argentina tem mais dificuldades, porque atravessa há vários anos uma crise econômica, que só tem piorado ao longo dos anos", explica José Botafogo Gonçalves, vice-presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e ex-embaixador do Brasil em Buenos Aires. 
Desde que se tornou membro do Mercosul, em 1991, o Brasil firmou acordos de livre-comércio apenas com Israel, Egito e a Autoridade Palestina. 
Em 2014, o comércio exterior brasileiro representou 21,7% do PIB, muito abaixo, por exemplo, da média de abertura da economia dos Brics (57%) e da América Latina (74%), segundo a Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil). 
Neste segundo mandato de Dilma, pondera Gonçalves, o governo tem se mostrado disposto a concluir um acordo com a União Europeia, além de com outros países. 
Em visita recente ao México, Dilma assinou oito acordos de cooperação em setores como comércio, turismo, aviação e agricultura para estimular investimentos recíprocos. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, assinou um acordo de cooperação com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
"Tudo isso vai no sentido da liberalização", avalia Gonçalves. "O isolacionismo brasileiro não dá conta das necessidades que, sobretudo, a indústria tem de ganhar competitividade no mercado mundial. Ocorre uma mudança na política comercial brasileira, que é ditada pela necessidade do país inserir sua economia no resto do mundo." 
Relações Brasil-Argentina mais frias
Além do impasse nas negociações com a União Europeia, as relações econômicas entre Brasil e Argentina têm passado por um resfriamento. O volume de comércio entre os dois países registrou quedas consecutivas nos últimos 19 meses, segundo a Câmara Argentina de Comércio. 
De acordo com os especialistas ouvidos pela DW Brasil, o resultado negativo se deve ao fraco desempenho da economia nos dois países. 
"Quanto menos a Argentina cresce, menos importa do Brasil. E como o volume de troca é muito grande, os países não conseguem exportar determinados produtos para outras nações", explica o economista Roberto Troster, conselheiro da Câmara de Comércio Argentina-Brasil. 
"A perspectiva é que o comércio entre os dois países continue encolhendo neste ano."
Segundo relatório do Ministério das Relações Exteriores divulgado em fevereiro, 22,5% das importações argentinas são originárias do Brasil, que está à frente da China e dos Estados Unidos. 
O principal produto de intercâmbio comercial entre os dois países são os automóveis, devido ao acordo automotivo firmado em 2014. 
"A Argentina importa cada vez menos do Brasil, porque não tem dinheiro para pagar. A China está disposta a praticamente vender fiado para a Argentina, dando créditos a longo prazo. E isso desaquece as relações com o Brasil", opina Gonçalves. 
Ritmos diferentes
Para destravar as negociações com a União Europeia, o Mercosul apresentou um programa de liberalização comercial em diferentes velocidades para contemplar os países que não conseguem avançar no mesmo ritmo. 
Com a proposta, os argentinos teriam mais tempo para proteger setores mais sensíveis da economia, enquanto os demais sócios do Mercosul não seriam prejudicados. 
"A política econômica argentina é ineficaz. A indústria do país é pouco competitiva, com grande intervenção governamental", diz Gonçalves. "Um ritmo mais lento de liberalização comercial é um caminho para destravar um possível acordo comercial entre UE e Mercosul."
Diante das dificuldades de negociações regionais, o Uruguai e o Paraguai querem aumentar a flexibilização das regras do Mercosul. A proposta consiste em criar velocidades e abrangências diferentes para a aplicação dos acordos comerciais. 
A presidente Dilma Rousseff já declarou que mudanças no bloco são necessárias. 
Segundo Troster, a Argentina está mais vulnerável do que o restante do bloco por causa das eleições legislativas marcadas para outubro. "O governo argentino está muito mais focado em ganhar apoio interno do que em pensar num acordo internacional", observa o economista.
O especialista não está otimista quanto ao fechamento de um acordo UE-Mercosul em 2015. "A situação pode mudar na Argentina no ano que vem, e o Brasil terá superado a pior parte do ajuste fiscal. 
Podemos esperar algo para 2016, mas neste ano não devemos observar grandes avanços."

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